domingo, 14 de abril de 2019

Grupo Hiperdia


A Hipertensão  Arterial Sistêmica (HAS) é um problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo.  Ela é um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares,  cerebrovasculares e renais, sendo responsável por pelo menos 40% das mortes por acidente vascular cerebral,  por 25% das mortes por doença arterial coronariana e, em combinação com o Diabetes,  50% dos casos de insuficiência renal terminal. A hipertensão arterial (HA) é,  na maior parte do seu curso assintomática, implicando na dificuldade de diagnóstico precoce e na baixa adesão por parte do paciente ao tratamento prescrito já que muitos medicamentos apresentam efeitos colaterais. Por este motivo o controle da HA é tão baixo. De acordo com o Caderno de Atenção Básica 15 do Ministério da Saúde,  é evidente a eficácia de estratégias aplicadas a um número maior de pessoas geneticamente predispostas e a uma comunidade visando mudanças de estilo de vida.  Os profissionais de saúde da  Atenção Primária têm papel fundamental nas ações individuais e coletivas de controle da HA,  como identificação do grupo de risco, diagnóstico precoce,  conduta terapêutica e educação em saúde.

Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Linha guia de Hipertensão Arterial, 2018. Disponível em: https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/HIPER_R_4_web.pdf&ved=2ahUKEwi27fak1NDhAhU3H7kGHYD2AXgQFjAFegQIBxAB&usg=AOvVaw3BYrPHkZfftfPjzT1DRLhl

O Grupo de Hiperdia acontece na própria UBS, em data programada há cada 6 meses. Os participantes - Hipertensos, são comunicados por Telefone para não esquecerem do dia do encontro. Atualmente cerca de 30 participantes estão inscritos no grupo, porém nem todos são assíduos. A equipe multiprofissional se reversa na condução das atividades, que acontece em formato de roda de conversa.

Me motivou: Fazer busca de novos casos, pois com certeza, existem bem mais pessoas com o problema de Hipertensão e não estão recebendo a devida orientação pra lidar com a saúde. 

Aprendi: Que a Educação em Saúde tem um papel fundamental no Controle epidemiológico da doença, além de proporcionar melhor qualidade de vida através da manutenção e/ou mudança do estilo de vida.

Para melhorar meu aprendizado: Ler o caderno 37 da Atenção Primária que fala das doenças crônicas, nesse caso, a hipertensão. Conhecer a abordagem para trabalhar a educação em saúde é fundamental para a equipe multiprofissional.

Sugestão: Fazer buscas e ampliar a formação dos grupos, ou reduzir o tempo de encontro dos grupos para cada 15 dias. O tempo de 30 dias é muito longo, além de desestimular a participação, também limita o processo de educação em saúde devido os riscos à saúde que a doença promove.

Turma da Coluna



A Turma da Coluna é um grupo terapêutico criado para cuidar da Saúde Postural, porém, também promove a saúde física, mental e social. O grupo se destaca por ser extremamente disciplinado e motivado. Existem três grupos em diferentes dias e horários que abrangem a área de atuação do NASF Leste no município de Foz do Iguaçu. Participam destes grupos cerca de 110 pessoas entre jovens, adultos jovens, e em sua maioria idosos (80%). Se reúnem duas vezes por semana em locais públicos (Escola, Paróquia, Centro Comunitário) de fácil acesso. São acompanhados por uma equipe multiprofissional que compõe a equipe do NASF (Fisioterapeuta, Psicóloga, Nutricionista).

"Os grupos de convivência são espaços para que as pessoas possam realizar um novo encontro consigo mesmas e ressignificar a vida e o próprio processo de envelhecer. Envelhecer não com foco na doença, ou seja, na senilidade, mas sim inserido no processo de vida, sendo visto como senescência".
Georgia Medeiros Paiva et al. Estilos de vida saudáveis e a atividade física regular em um centro de convivência comunitária. Apud Fátima Landim et al em "Promoção da Saúde na diversidade humana e na pluralidade de itinerários terapêuticos. Editora Saberes, Campinas SP, 2012.

Aprendi: Pequenas ações de Educação em Saúde promovem qualidade de vida muito mais do que imaginamos.

Me motivou: A criar um grupo de Terapia Funcional para idosos no bairro onde moro, aos fins de semana, de forma voluntária. O objetivo é promover a qualidade de vida da população idosa, que por sinal, muitos não participam desses grupos porque têm dificuldade de locomoção.

Para melhorar meu aprendizado: Ler o caderno 19 que trata do Envelhecimento e Saúde da pessoa idosa.

Sugestão: Ampliar o serviço com a formação de outros grupos comunitários e aumentar o número de profissionais para tal.

Práticas Integrativas Complementares - PIC


As Práticas Integrativas e Complementares se enquadram no que a Organização Mundial de Saúde (OMS) denomina de medicina tradicional e medicina complementar e alternativa (MT/ MCA) e, sobre esse tema, a OMS recomenda aos seus Estados membros a elaboração de políticas nacionais voltadas à integração/inserção da MT/MCA aos sistemas oficiais de saúde, com foco na Atenção Primária à Saúde (APS). No Brasil, em consonância com as recomendações da OMS, foi aprovada, em 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), contemplando, entre outras, diretrizes e responsabilidades institucionais para implantação/adequação de ações e serviços de medicina tradicional chinesa/acupuntura, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia, além de instituir observatórios em saúde para o termalismo social/crenoterapia e para a medicina antroposófica no Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: Ministério da Saúde: Caderno 31 da AB. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/miolo_CAP_31.pdf>

Tive contato com a PCI no NASF, através de uma reunião de equipe, o qual se discutia sobre a implantação da Auriculoterapia no serviço. Tínhamos no grupo uma profissional com esta especialização, e foi proposto a inserção da terapia no planejamento anual.

Me motivou: A buscar novos conhecimentos para contribuir com melhoria do serviço em saúde abrindo o campo de opções na melhoria da qualidade de vida da população.

Aprendi: Que minha atuação como Fisioterapeuta pode contribuir em muito para as estratégias de ação enquanto equipe multiprofissional.

Para melhorar meu aprendizado: Buscar leituras sobre o assunto e tentar conciliar cursos de aperfeiçoamento em algumas áreas que envolve as PICs. Penso em breve fazer um curso voltado para a Arteterapia.

Sugestão: Promover cursos que envolvam as PICs para ser disponibilizado para os profissionais de saúde na própria UBS.

sábado, 13 de abril de 2019

Grupo Vida + Leve


O Grupo Vida + Leve trabalha o controle de peso, dietas, problemas de ansiedade, disciplina alimentar, mudança de hábitos, e outros. Os participantes são pessoas da comunidade que queiram aprender a cuidar melhor da saúde através da Reeducação Alimentar. Uma equipe multiprofissional se dispõe a acompanhar os encontros, que acontecem 2 vezes por semana durante 1:30 hs. A metodologia acontece através de roda de conversa, com dinâmicas de grupo, vídeos, aulas expositivas, audiovisual, etc.

Me motivou: Primeiramente, as atividades me motivaram a uma disciplina alimentar pessoal, e preciso estar sempre atualizando meus conhecimentos em saúde.

Aprendi: Que as emoções estão diretamente relacionadas com a forma como eu me alimento. 

Para melhorar meu aprendizado: Estudar os cadernos do Ministério da Saúde.

Sugestão: Nos primeiros encontros deveria ser aplicado uma pesquisa para saber quais temas seriam interessantes para os participantes. 

Diagnóstico Situacional - Cronograma


No mês de Março deu início a construção do Diagnóstico Situacional por meio de uma Estimativa Rápida na UBS do Morumbi 3. Inicialmente foi escolhida a equipe amarela, composto por 7 integrantes, dentre eles, 1 médica, 1 enfermeira, 1 técnica de enfermagem, 4 ACS (agentes comunitários de saúde). 

CRONOGRAMA DO DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA ESF MORUMBI III EQUIPE AMARELA - ÁREA 54 - MICRO ÁREAS
Semanas
S1
S2
S3
S4
S5
S6
S7
S8
Treinamento e planejamento estratégico
X
X






1ª reunião de pactuação com equipe ESF

X






Construção dos formulários

X






Aplicação dos formulários  (ACS-equipe-população)


X
X




Construção do DS
X
X
X
X
X
X
X
X
Visita ao campo com ACS



X
X



Reunião de planejamento com equipe ESF


X
X
X
X


Interpretação dos dados





X


Relatório para equipe NASF






X

Relatório para equipe ESF






X

Diagnóstico Situacional final







X

Treinamento em Serviço

No mês de Março iniciamos uma série de treinamento de Saúde. Temas estes como: Bioseguranca, Conceitos de Atenção Primária, PNAB, Estimativa Rápida, Diagnóstico Situacional, Territorializacão, entre outros. O Treinamento em Serviço e a  Educação Permanente são ferramentas essenciais na construção de uma saúde mais eficaz. O Programa nos proporciona também uma educação à distância com cursos online através do portal UNA-SUS. Cada equipe, juntamente com os preceptores, também fazem discussão de publicações, com temas voltados para a Saúde Coletiva, além de compartilhar as experiência s vividas. Esta sendo muito bom a integração que temos com os R2 (Residentes veteranos) que nos transmitem maior segurança e auxiliam com orientações de trabalho. Por estarem há mais tempo no serviço, ajudam a otimizar e dar seguimento às metas estabelecidas pela equipe. O Preceptor, por sua vez, organiza o processo de trabalho e conduz minhas ações em harmonia com a equipe.

Me motivou: Buscar mais conhecimento em Saúde Coletiva.

Aprendi: Passei a entender melhor o serviço de saúde pública e seus desafios.

Para melhorar meu aprendizado: Vivenciar na prática.

Sugestão: A aula teórica deveria acontecer apenas em um dia da semana, já que, mesmo no campo é feito estudo em grupo e autodirigido. Os dias intervalos e horários noturnos muitas vezes apenas nos mantém presencial, porém a mente, e o corpo exausto, não consegue interpretar o conteúdo apresentado.

Conhecendo o Território

Ainda no mês de Março fomos conhecer os diversos setores de atuação do PRMSF. Conhecemos setores como: UBS, ESF, NASF, Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância Sanitária, além dos preceptores e tutores de campo. Fui designado para o NASF Leste que atua nas ESF do Jardim São Paulo 1 e 2, e Morumbi 3, com o Fisioterapeuta e Coordenador do NASF, também meu Preceptor. 

Reflexão: Criei um expectativa bem legal. O modelo prevencionista, diferente da assistência, proporciona um alcance terapêutico mais amplo e eficaz, pois a Educação em Saúde é e sempre foi a melhor maneira de evitar a doença. Demorou-se muito para que o Brasil pudesse enxergar esse princípio. Usar meu conhecimento de maneira multiprofissional, sem dúvida será enriquecedor para meu crescimento profissional e melhor aproveitado para o serviço público em Saúde. 

Controle Social


O Conselho Municipal de Saúde de Foz do Iguacu é um órgão colegiado, permanente, partidário, de caráter deliberativo, consultivo e fiscalizador. Sua missão é garantir a participação e o controle social através da sociedade civil organizada nas instâncias colegiados, tais como, segurança, meio ambiente, criança e adolescente, idoso, mulher, educação, dentre outras gestoras das ações em Saúde. 
Reflexão: Atualmente também faço parte como Conselheiro Municipal de Saúde pela bancada da Associação dos Fisioterapeutas de Foz do Iguaçu e Região - APFFIR. Sou membro do Comitê de Ética (COETICO), Conselheiro Titular do COMUS para o Conselho Municipal da Assistência Social e Comissão Ampliada do HOSPSUS. Tento conciliar minha atuação profissional no Controle Social, pois acredito que a sociedade precisa pensar melhor a Responsabilidade Social. Não basta nos unirmos para sermos fortes, é preciso dialogar e respeitar nossas diferenças, para nos tornarmos fortes.

Exemplo de amor pelo que faz

Depoimento: "Enquanto profissional e usuário do SUS, ainda não tinha presenciado um episódio como este, apenas em filmes e reportagens. Estou abrindo aspas para relatar algo que me impressionou muito desde que iniciei no Programa de Residência Multiprofissional. Estava na sala de espera de um prestador de serviço de saúde, o qual não divulgarei aqui, mas fiz a devida consideração e estima ao proprietário e patrão da funcionária, para receber atendimento especializado pelo SUS, e percebi que a funcionária, auxiliar de enfermagem, havia ientificado no prontuário da paciente que fazia uso de medicamento para depressão. Se tratava de uma adolescente acompanhada de sua genitora e da avó. A menina, ao meu lado, se mostrava bem introvertida, semblante abatido, e pouco sociável. A funcionária abordou a menina e começou a conversar gentilmente com ela. A garota ficou tão emocionada com as palavras de conforto e incentivo da funcionária, que começou a chorar, foi quando foi consolada em seu peito com um delicioso abraço de alento, que também me emocionou. Depois de alguns minutos conversando com ela, até conseguiu fazer a menina sorrir. Trocaram contato, e até prometeu visitar a menina em sua casa para ajudar de alguma forma."
Reflexao: Ressalto que isso é muito raro na saúde pública hoje em dia, e precisa ser exercitado por todos os profissionais da saúde. Integralidade é cuidar da saúde como um todo. O acolhimento faz toda a diferença na vida de uma pessoa. Se todos agissem dessa maneira, não teríamos tanto sofrimento na saúde.

Dinâmica


O ACOLHIMENTO

"... O atendimento de qualidade (acolhimento) conjuga acepções que vão desde aspectos inerentes à humanização e integralidade em saúde (necessidade de escuta, comunicação eficaz, ser bem atendido, por exemplo), até elementos estruturais e organizacionais dos CSF (falta de médicos, insumos, medicamentos, marcação de consultas, dentre outros)".

Carlos e Maria. Qualidade e promoção da saúde no cotidiano do cuidado: A voz de usuários da ESF. Dissertação de mestrado, FUNCAP, Ceará Fortaleza, 2009.


Ainda na Semana do Acolhimento, fomos desafiados a construir uma cena teatral do acolhimento de uma UBS que evidenciasse uma realidade problemática para futura reflexão. 


Me motivou: A ler mais a respeito do acolhimento e do serviço prestado na saúde pública. 
Aprendi: Que o acolhimento é fundamental para a melhoria do serviço de saúde, já que a Atenção Primária é a porta de entrada do usuário no SUS. 
Para melhorar meu aprendizado: Exercitar na prática o conhecimento teórico vivenciado.

Sugestão: Treinamento em serviço. 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Semana do Acolhimento



No dia 7 de Março iniciou o Programa de Residência Multiprofissional de Saúde da Família - PRMSF. Aulas expositivas e dinâmicas movimentaram a primeira semana de Acolhimento através dos professores e residentes (R2). Conheci os demais colegas que irão compor a equipe de novos residentes (R1) pelos próximos 2 anos (2019-2021). Somos a terceira turma formada desde que se inseriu o programa no município de Foz do Iguaçu através da UNILA. E somos a primeira turma a preencher todas as vagas em suas respectivas áreas de atuação: Enfermagem (Ana e Vanessa), Fisioterapia (Maira e Wilson), Sanitarista (Gustavo e Hanna), Nutricionista (Eslen e Vanessa), Psicóloga (Daiane e Gabriela), Odontologia (Leonardo e Anne). As aulas foram muito motivadoras, destacando o desafio lançado para a construção do Diagnóstico Situacional pelos próximos 2 meses nas UBS e ESF. 
Reflexão: O SUS ainda é um grande desafio. Para tanto, é preciso que políticas públicas sejam ampliadas cada vez mais para que possam suprir as grandes demandas da população. Minha expectativa é que meu conhecimento e experiência possa não só agregar valores no campo da Educação em Saúde, cumprindo o papel de um modelo prevencionista, mas também poder sair da minha "caixinha" profissional, e contribuir de maneira multiprofissional para a saúde da população.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

NASF


O Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) foi criado pelo Ministério da Saúde em 2008 com o objetivo de apoiar a consolidação da Atenção Básica no Brasil, ampliando as ofertas de saúde na rede de serviços, assim como a resolutividade, a abrangência e o alvo das ações. 
Atualmente regulamentados pela Portaria de Consolidação nº 2, os núcleos configuram-se como equipes multiprofissionais que atuam de forma integrada com as equipes de Saúde da Família (eSF), as equipes de Atenção Básica para populações específicas (consultórios na rua, equipes ribeirinhas e fluviais) e com o Programa Academia da Saúde.
Esta atuação integrada permite realizar discussões de casos clínicos; o atendimento compartilhado entre profissionais, tanto na Unidade de Saúde como nas visitas domiciliares e possibilita a construção conjunta de projetos terapêuticos de forma a ampliar e qualificar as intervenções no território e na saúde de grupos populacionais. Essas ações de saúde também podem ser intersetoriais, com foco prioritário nas ações de prevenção e promoção da saúde. 
Com a publicação da Portaria 3.124, de 28 de dezembro de 2012, o Ministério da Saúde criou uma terceira modalidade de conformação de equipe: o NASF 3, abrindo a possibilidade de qualquer município do Brasil aderir à implantação de equipes NASF, desde que tenha ao menos uma (01) equipe de Saúde da Família. 
Em 2018, o Ministério celebrou 10 anos da criação do NASF-AB. Ao longo do ano foram realizadas ações celebrativas, como os Encontros Estaduais para Fortalecimento da Atenção Básica ; a série de vídeos 10 anos do NASF ; e as lives com temáticas pertinentes ao NASF. 

As modalidades de NASF hoje estão assim definidas: 

ModalidadesNº de equipes vinculadasSomatória das Cargas Horárias Profissionais*
NASF 15 a 9 eSF e/ou eAB para populações específicas (eCR, eSFR e eSFF)Mínimo 200 horas semanais; Cada ocupação deve ter no mínimo 20h e no máximo 80h de carga horária semanal;
NASF 23 a 4 eSF e/ou eAB para populações específicas (eCR, eSFR e eSFF)Mínimo 120 horas semanais; Cada ocupação deve ter no mínimo 20h e no máximo 40h de carga horária semanal;
NASF 31 a 2 eSF e/ou eAB para populações específicas (eCR, eSFR e eSFF)Mínimo 80 horas semanais; Cada ocupação deve ter no mínimo 20h e no máximo 40h de carga horária semanal;
*Nenhum profissional poderá ter carga horária semanal menor que 20 horas. eCR - Equipe Consultório na Rua; eSFR - Equipe Saúde da Família Ribeirinha; eSFF - Equipe Saúde da Família Fluvial 

Poderão compor os NASF as seguintes ocupações do Código Brasileiro de Ocupações (CBO):
Médico acupunturista; assistente social; profissional/professor de educação física; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; médico ginecologista/obstetra; médico homeopata; nutricionista; médico pediatra; psicólogo; médico psiquiatra; terapeuta ocupacional; médico geriatra; médico internista (clínica médica), médico do trabalho, médico veterinário, profissional com formação em arte e educação (arte educador) e profissional de saúde sanitarista, ou seja, profissional graduado na área de saúde com pós-graduação em saúde pública ou coletiva ou graduado diretamente em uma dessas áreas

O Município de Foz do Iguaçu

O  Município  de  Foz  do  Iguaçu  tem uma  população  de  256.088  habitantes  (censo  IBGE  2010),  área  territorial  de  617,71 km2  (Lei  Complementar  116/06)  e  uma  taxa  de  crescimento  anual  (2000-2006) estimada  em  3%.  Está  situada  no  extremo  oeste  do  Estado  do  Paraná  a  637  Km  de Curitiba,  capital  do  Estado.  A  cidade  de  Foz  do  Iguaçu  limita-se,  a  oeste,  com  Ciudad Del  Este  no  Paraguai  e,  ao  sul,  com  a  cidade  de  Puerto  Iguazu,  na  Argentina.  Outra característica  do  município  é  a  composição  étnica  muito  variada. A  cidade  abriga  cerca de  72  etnias  e  192  (cento  e  noventa  e  duas)  nacionalidades.  No  que  se  refere  ao saneamento,  100%  (cem  por  cento)  da  população  recebe  água  tratada,  69,3%  possui rede  de  esgoto  e  desses  100%  (cem  por  cento)  recebe  tratamento.  Outro  dado significativo  na  gestão  da  Atenção  Primaria  e  Estratégia  Saúde  da  Família,  como  já destacamos  acima  é  o  processo  contínuo  de  fluxo  migratório  transeunte  ou  permanente nesta  região  de  Tríplice  Fronteira.  A  emigração  entre  o  Brasil  e  Paraguai  é  a  que  mais propicia  a  manutenção  de  vínculos  permanentes  entre  os  país  de  origem  das  populações. Portanto,  brasileiros,  brasiguaios  e  paraguaios  transitam  e  residem  nos  dois  países livremente.